quarta-feira, 31 de maio de 2017

As aparições de Nossa Senhora em Akita (Japão)

Estes acontecimentos extraordinários começaram no dia 12 de Junho de 1973, quando a irmã Agnes Sasagawa, das Servas da Eucaristia, viu uns misteriosos raios brilhantes que saiam do sacrário. O mesmo evento aconteceu nos dois dias seguintes. No dia 28 desse mesmo mês, uma ferida em forma de cruz apareceu na palma da mão esquerda da irmã Agnes. Sangrou muito e causou-lhe muita dor.

A 6 de Julho, a irmã Agnes ouviu uma voz vinda da estátua da Bem-aventurada Virgem Maria[1], na capela onde ela estava a rezar. Foi quando recebeu a primeira mensagem de Nossa Senhora. No mesmo dia, umas irmãs notaram gotas de sangue que brotavam da mão direita da estátua. Este sangramento repetiu-se em outras quatro ocasiões, a última a 29 de Setembro, quando desapareceu. Nesse mesmo dia, as irmãs notaram que a estatua começou a “suar”, principalmente da testa e do pescoço. Dia 3 de Agosto, a irmã Agnes recebeu a segunda mensagem. A 13 de Outubro, a irmã Agnes recebeu a terceira e última mensagem de Nossa Senhora.

Dois anos mais tarde, no dia 4 de Janeiro de 1975, a estátua da Bem-aventurada Virgem Maria começou a chorar; este evento sucedeu intercaladamente nos seis anos e oito meses seguintes. Chorou em cento e uma ocasiões. As aparições de Nossa Senhora em Akita foram aprovadas pelo Bispo de Niigata (Japão), John Shojiro Ito, a 22 de Abril de 1984

As três mensagens de Nossa Senhora em Akita

Primeira mensagem: 6 de Julho de 1973 – Primeira Sexta-Feira do mês

Minha filha, minha noviça, obedeceste-me bem ao deixar tudo para seguir-me. É dolorosa a doença dos teus ouvidos?! A tua surdez será curada, podes ter a certeza. A ferida da tua mão, faz-te sofrer?! Reza em reparação dos pecados dos homens.

Cada pessoa nesta comunidade é uma filha minha insubstituível. Dizes bem a oração das Servas da Eucaristia? Rezemo-la juntas: “Sacratíssimo Coração de Jesus, verdadeiramente presente na Santa Eucaristia, consagro o meu corpo e a minha alma para ser totalmente uma com o Teu Coração, sacrificado em cada instante em todos os altares do mundo e que dá gloria ao Pai, rogando pela vinda do Seu Reino. Peço-te que recebas esta pobre oferta de mim mesma. Usa-me segundo a Tua vontade para a gloria do pai e a salvação das almas. Santíssima Mãe de Deus, nunca me deixes que me separe do Teu Divino Filho. Peço-te que me defendas e protejas como tua filha predilecta. Ámen."

Quando terminámos a oração, a voz do Céu disse: Reza muito pelo Papa, pelos Bispos e pelos Sacerdotes. Desde o teu baptismo que rezaste fielmente por eles. Continua a rezar muito... muito. Diz ao teu superior tudo o que aconteceu hoje e obedece-lhe em tudo o que te diga. Peço-te que rezes com fervor.

Segunda mensagem: 3 de Agosto de 1973 – Primeira Sexta-feira do mês

Minha Filha, minha noviça, amas o Senhor? Se amas o Senhor, escuta o que tenho para dizer-te. É muito importante... Fá-lo-ás saber ao teu superior. Muitos homens neste mundo afligem o Senhor. Desejo almas que O consolem para suavizar a ira do Pai do Céu. Desejo, com o meu Filho, almas que repararem, com o seu sofrimento e a sua pobreza, pelos pecadores e os ingratos.

Para que o mundo possa conhecer a Sua ira, o Pai Celestial está a preparar-se para infligir um grande castigo sobre toda a humanidade. Eu intervim muitas vezes com o Meu Filho para aplacar a ira do Pai. Eu evitei a vinda de calamidades oferecendo-Lhe os sofrimentos do Seu Filho na Cruz, o Seu Sangue Precioso, e oferecendo-Lhe almas amadas que O consolam formando um grupo de almas vítimas. Oração, penitência e sacrifícios generosos podem suavizar a ira do Pai. Desejo isto também da tua comunidade... que ame a pobreza, que se santifique e reze em reparação pela ingratidão e ultrajes de tanto homens.

Reza a oração das Servas da Eucaristia com consciência do seu significado; põe-na em práctica; oferece em reparação pelos pecados [aquilo que Deus possa enviar-te]. Que cada uma se esforce, segundo a capacidade e posição, por oferecer-se inteiramente ao Senhor.
Até num instituto secular a oração é necessária. As almas que desejam rezar já estão no caminho de ser reunidas. Sem prestar muita atenção à forma, sê fiel e fervorosa na oração para consolar o Mestre.

Depois de um silencio: É verdade o que tu pensas no teu coração? Estás verdadeiramente disposta em tornar-te na pedra rejeitada? Minha noviça, tu que desejas pertencer sem reservas ao Senhor, para tornar-te esposa digna do Esposo, faz os teus votos sabendo que deves ser pregada à Cruz com três cravos.  Estes três cravos são a pobreza, a castidade e a obediência. Dos três, a obediência é o fundamento. Em total abandono, deixa-te ser guiada pelo teu superior. Ele saberá compreender-te e dirigir-te.

Terceira mensagem: 13 de Outubro de 1973 – Aniversario da última aparição da Nossa Senhora de Fátima

Minha querida filha. Escuta bem o que tenho para dizer-te. Informarás o teu superior. Depois de um curto silencio: Como te disse, se os homens não se arrependem e são melhores, o Pai vai infligir um terrível castigo em toda a humanidade. 

Será um castigo maior que o dilúvio, como nunca se viu antes. Fogo cairá do céu e destruirá uma grande parte da humanidade, os bons e os maus, não poupado sacerdotes nem fieis. Os sobreviventes encontrar-se-ão tão desolados que invejarão os mortos. As únicas armas que vos serão deixadas são o Rosário e o Sinal deixado pelo Meu Filho. Rezai cada dia a oração do Rosário. Com o Rosário rezai pelo Papa, pelos bispos e pelos sacerdotes.

A obra do Diabo infiltrar-se-á até na Igreja de tal modo que vereis cardeais contra cardeais, bispos contra bispos. Os sacerdotes que me veneram serão ridicularizados e receberão oposição dos outros sacerdotes... igrejas y altares saqueados: a Igreja estará cheia daqueles que aceitam acordos, e o Demónio pressionará muitos sacerdotes e almas consagradas para que deixem o serviço do Senhor. O Demónio será especialmente implacável contra as almas consagradas a Deus. Pensar na perda de tantas almas é a causa da minha tristeza. Se o pecado aumenta em número e gravidade, já não haverá mais perdão para eles.

Fala com determinação ao teu superior. Ele saberá como encorajar cada uma de vós para rezar e fazer obras de reparação. É o Bispo Ito quem dirige a tua comunidade.

Ela sorriu e depois disse: Tens ainda algo que pedir? Hoje é a última vez que te falarei de viva voz. De agora em diante obedecerás ao meu enviado e ao teu superior. Reza muito o Rosário. Só eu posso salvar-vos das calamidades que se aproximam. Aqueles que põem a sua confiança em mim serão salvos.

in apelosdenossasenhora.blogspot.com


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terça-feira, 30 de maio de 2017

Imagens esplêndidas de Missa Pontifical em Birnau

A Fraternidade de São Pedro festejou a Ascensão na belíssima abadia cisterciense de Birnau, à beira do Lago Constança. A Missa Pontifical foi celebrada por Mons. Vitus Huonder, Bispo de Coira, na Suíça.







Após um um lanche farto, reuniram-se de tarde com Mons. Huonder para a celebração de uma Maiandacht, cerimónia para honrar a Virgem Santa Maria [N.T.: tradição  alemã], cuja estátua do séc. XV estava entronizada ao fundo do altar. O dia terminou com a bênção das crianças.







in fsspwigratzbad.blogspot.com


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Quando Santa Teresinha se vestiu de Santa Joana

Santa Teresinha do Menino Jesus disfarçada de Santa Joana d'Arc, numa peça de teatro que fizeram no seu convento. A fotografia é muito rara e data de finais do século XIX.


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domingo, 28 de maio de 2017

Há 40 anos era sagrado bispo o então Padre Joseph Ratzinger

Na fotografia vemos o Cardeal Ratzinger, em 1990, no seminário da Fraternidade Sacerdotal de S. Pedro, na Alemanha, a celebrar a Missa Pontifical de Domingo de Páscoa.
O Pontifical é a Missa própria do bispo, em que este celebra com todas as suas insígnias (mitra, báculo, anel, cruz peitoral, chirotecae - luvas episcopais, cáligas, etc.).


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A ditadura do Estado moderno e a liberdade religiosa

O Estado [moderno], que nasceu na Europa para pôr fim às guerras de religião, foi fundado sobre a tolerância, desinteressado do bem e do mal e, por isso mesmo, neutro em relação à religião e à consciência privada. 

Mas, com o tempo, ao tornar a espada do poder [político] independente da autoridade espiritual, foi assentando as bases de uma 'moralidade' estritamente estatal. Daí resulta a política estatal como a única ordem possível e o único modo de viver humanamente, isto é, com segurança. Repare-se que enquanto a ordenação pressupõe liberdade política, a organização cria segurança em detrimento de liberdade: o Estado, como artifício, tende a afirmar-se pela força, despersonalizando as relações de poder e afastando a Igreja e a sua moralidade de base religiosa.

Isto tem sido visto com clareza com o correr dos séculos e, em especial, no hodierno, quando os paradigmas modernos se dissolvem no niilismo. O Estado, convertido em Estado liberal, descristianiza precisamente através da liberdade religiosa, que conduz, afinal, a considerar o Estado como a fonte única da moralidade. O Papa Leão XIII insistiu que vem a ser ateísmo que o Estado conceda os mesmos direitos a todas as religiões.


Miguel Ayuso Torres. ''Estado, Ley y Conciencia''. Edit. Marcial Pons Ediciones Jurídicas y Sociales, Madrid, 2010, pp., 20-21


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sábado, 27 de maio de 2017

Cristãos no Egipto, exemplos de Fé: "Não estou triste, sou a esposa de um mártir"

Mariam e Sameh Salah eram marido e mulher, ambos cristãos coptas no Egipto. Sameh foi brutalmente assassinado pelo Estado Islâmico. A sua mulher dá um testemunho comovente de confiança em Deus e orgulho na coragem do seu marido, que preferiu perder a vida do que negar a Fé em Jesus Cristo.

Que Nosso Senhor proteja os cristãos perseguidos no Médio Oriente e o seu exemplo nos faça acordar da nossa apatia.


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A maior das intolerâncias é calar a verdade

"Incomoda-te ferir, criar divisões, demonstrar intolerância... e vais transigindo em posições e pontos (não são graves, garantes-me!) que têm consequências nefastas para muitos.

Desculpa a minha sinceridade: com esse modo de actuar, tu, a quem tanto incomoda a intolerância, cais na intolerância mais néscia e prejudicial - a de impedir que a verdade seja proclamada."


S. Josemaria Escrivá in Sulco, 600


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sexta-feira, 26 de maio de 2017

Um Bispo escreve aos jovens de Manchester: "Pobres filhos da sociedade que não reconhece o Mal"

Caríssimos filhos – sinto-me inclinado a chamar-vos assim, ainda que não vos conheça, pois nas longas horas de insónia depois de saber deste terrível atentado em que muitos de vós perderam a vida e muitos outros ficaram feridos, senti-me ligado a vós de uma maneira especial.

Viestes a este mundo - muitas vezes sem ser sequer desejados - e ninguém vos deu as “razões adequadas para viver”, como nos dizia o grande Bernanos à sua geração de adultos. Puseram-vos na sociedade dando-vos dois grandes princípios: que podem fazer aquilo que quiserem porque todo o vosso desejo é um direito e que é importante ter o maior número de bens de consumo.
  
Crescestes assim, assumindo como óbvio que tínheis tudo, e quando tínheis algum problema existencial – antes dizia-se assim – e o dizíeis aos vossos pais - aos vossos adultos – estava já pronta a sessão de psicanálise para resolver esse problema. Eles esqueceram-se só de dizer-vos que existe o Mal. E o Mal é uma pessoa, não é uma série de forças ou de energias. É uma pessoa. Esta pessoa escondeu-se ali, durante o vosso concerto, e a asa terrível da morte, que traz consigo, apanhou-vos.
  
Meus filhos, vós morrestes assim, quase sem razões, da mesma maneira que vivestes. Não vos preocupeis, não vos ajudaram a viver mas far-vos-ão um “óptimo” funeral, no qual se exprimirá ao máximo este pacote retórico laicista e onde estarão todas as autoridades presentes – infelizmente também as religiosas – de pé, silenciosas. É claro que os vossos funerais serão ao ar livre, também para os crentes, porque agora o único templo é a natureza.

Robespierre com certeza que iria rir, porque nem ele chegou a fantasiar isto. Aliás, nas igrejas já não se fazem mais funerais porque, como diz nos dias de hoje o Cardeal Sarah, nas igrejas católicas já se celebram os funerais de Deus. Não se esquecerão de colocar os vossos peluches, as vossas memórias de infância e dos primeiros anos da vossa juventude. Depois, tudo acabará com a retórica de quem não tem nada a dizer perante as tragédias, porque nada tem a dizer sobre a vida.

Espero que ao menos um destes gurus – culturais, políticos e religiosos – guarde a sua língua e não nos venha com os habituais discursos a dizer que “não é uma guerra de religiões” e que “a religião é por sua natureza aberta ao diálogo e à compreensão”. Alegrar-me-ei com isso, se houver simplesmente um momento silencioso e de respeito, sobretudo pelas vossas vidas mutiladas do ódio do demónio, mas também pela verdade. Isto porque os adultos deviam de ter, antes de mais, respeito pela verdade. Até podem não a servir, mas devem-lhe respeito.
  
Eu, no entanto, que sou um bispo velho que ainda acredita em Deus, em Cristo e na Igreja, celebrarei a Missa por todos vós no dia do vosso funeral, para que do outro lado – qualquer que sejam as vossas práticas religiosas – encontreis o querido rosto de Nossa Senhora que, mantendo-vos abraçados, vos consolará desta vida desperdiçada, fugida não por vossa culpa mas por culpa dos vossos adultos.

Mons. Luigi Negri, Arcebispo de Ferrara-Comacchio in La Nuova Bussola Quotidiana

Tradução: Senza Pagare


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São Filipe Néri, o santo que dizia "Prefiro o Paraíso"

Poucos são os santos da Igreja privilegiados como São Filipe Néri. Filho de pai nobres e piedosos, Filipe nasceu em 1515, na cidade de Florença. De boa índole, de modos afáveis e inclinação à oração mereceram ao menino de 5 anos o apelido de "o bom Filipe". 

Um incêndio destruiu grande parte da fortuna dos pais e Filipe passou a morar com um primo que era negociante riquíssimo em São Germano. Este primo prometeu estabelecê-lo como herdeiro de todos os seus bens, se quisesse tomar-lhe a gerência dos negócios. O bom Filipe, porém, pouca inclinação sentia para ser negociante; o que queria, era ser santo e apesar das repetidas insistências do primo, resolveu dedicar-se ao serviço de Deus. Fez os estudos de Filosofia e Teologia em Roma e começou desde logo a observar a regra de vida austeríssima, que o acompanhou até o fim da vida. Alimentava-se de pão, água e legumes; para o sono reservava poucas horas, para a adoração, porém, muitas. 

No grande desejo de dedicar-se à vida contemplativa, vendeu a biblioteca, deu os bens aos pobres e aprofundou o espírito na meditação da Sagrada Paixão e Morte de Jesus Cristo. Todo o tempo disponível passava-o nas igrejas ou de preferência catacumbas. A graça de Deus tocou-lhe o coração com tanta violência que, prostrado por terra, exclamou muitas vezes: "Basta, Senhor, basta! Suspendei a torrente de vossas consolações, porque não tenho forças para receber tantas delícias. Ó meu Deus tão amável, por que não me destes um coração capaz de amar-Vos condignamente?" Foi nas catacumbas de São Sebastião, no ano de 1545, que recebeu o Espírito Santo, em forma de bola de fogo. Naquela ocasião sentia em si um ardor tão forte do amor de Deus que, devido às palpitações fortíssimas do coração, foram deslocadas a segunda e a quarta costelas. 

Com o amor de Deus, grande era-lhe também o amor do próximo. Filipe, possuía o dom de atrair todos a si, circunstância para a qual concorriam muito sua afabilidade, cortesia e modéstia. Recorria a mil estratagemas, para ganhar os jovens das ruas e nas oficinas de Roma. Era amigo de todos e uma vez adquirida a confiança preparava-os para a recepção dos Sacramentos e encaminhava-os para o bem. As noites passava-as nos hospitais, tratando os doentes como uma mãe. O monumento mais belo de sua caridade é a Irmandade da Santíssima Trindade, cujo fim principal era receber os romeiros e tratar dos doentes. 

No início de cada mês convidava o povo para adoração ao SS. Sacramento e nesta ocasiões, embora leigo, fazia admiráveis alocuções aos fiéis. A piedosa ideia achou eco entre o povo que, abundantes esmolas deitavam para a nova instituição. Cardeais, Bispos, Reis, Ministros, Generais e Princesas viam grande honra em poderem pertencer a esta irmandade. 

Seguindo o conselho do seu confessor, Filipe recebeu o santo Sacramento da Ordem , tendo a idade de 36 anos. Tinha a vontade de trabalhar nas índias e de morrer mártir pela religião de Cristo. Pela vontade de Deus, porém, sua Índia havia de ser Roma, e lá ficou. 

Deixando-se guiar pela Providência Divina, tornou-se Apóstolo da capital da cristandade, sendo sua obra principal a fundação da Congregação da Oração para a qual chamou homens igualmente distintos pelo saber e piedade. As conferências espirituais tinham grande concorrência entre cardeais, bispos, sacerdotes e leigos, os quais confiavam-se à direcção de São Filipe, a quem veneravam como um pai. 

Grande Parte do dia passava no confessionário e só Deus sabe o número das almas que a seus pés acharam a paz, o perdão e a salvação. Todos nele depositavam uma confiança ilimitada. Ilimitada também era a inveja e o ódio de Satanás e seus sequazes. Os confrades tiveram que saborear muitas vezes o escárnio, a calúnia e perseguição. O ódio dos inimigos chegou a tal ponto, que levaram uma acusação falsa à autoridade eclesiástica, de que resultou para Filipe a suspensão de ordens. Privado da celebração da Santa Missa, da pregação e da administração do SS. Sacramento, o Santo não perdeu a calma e só dizia: "Como Deus é bom, que me humilha!" A suspensão foi retirada e o inimigo principal do Santo, caindo em si, fez reparação pública e tornou-se seu discípulo. 

Pelo fim da vida já não lhe era possível dizer a Santa Missa em público, tanta era a comoção que lhe sobrevinha, na celebração dos santos mistérios. Estando no púlpito, as lágrimas lhe embargavam a voz quando falava do amor de Deus e da Paixão de Cristo. Quando celebrava a Missa, chegando à santa Comunhão, pelo espaço de duas a três horas ficava arrebatado em êxtase enquanto o corpo se lhe elevava à altura de dois palmos. Não é para admirar que o Papa o consultasse nos negócios mais importantes e quisesse beijar-lhe as mãos e a batina. 

À sua prudência e clarividência deve a França a felicidade de ter permanecido país católico. Henrique IV, calvinista, tinha abjurado a heresia e entrado na Religião Católica. No ardor das guerras civis, tornou a voltar ao calvinismo, para depois outra vez se agregar à Igreja. O Papa Clemente VIII com o apoio dos cardeais, negou ao rei a absolvição e opôs-se-lhe à reconciliação. Filipe, prevendo a apostasia da França, no caso de o Papa persistir nesta resolução, fez jejuns e orações extraordinárias e pediu a Barónio, que era confessor do Papa, que o acompanhasse nestes exercícios, para alcançar a luz do Divino Espírito Santo. Posteriormente, Henrique IV obteve a absolvição do Papa e foi solenemente recebido no seio da Igreja. 

Fatigado e exausto de trabalhos e alquebrado pela idade, Filipe foi acometido de grave doença, tendo os médicos o examinado e saindo do quarto desanimados, ouviram o doente exclamar: "Ó minha Senhora, ó dulcíssima e bendita Virgem!" Voltaram para ver o que tinha acontecido e encontraram o Santo elevado sobre o leito e, em êxtase exclamou: "Não sou digno, não sou digno de vós, ó dulcíssima Senhora, que venhais visitar-me!"Os médicos, respeitosos, indagaram ao doente o que sentia. Este, voltando a si e tomando a posição costumeira no leito, perguntou: "Não a vistes, a Santíssima Virgem, que me livrou das dores?" A verdade é que se levantou, completamente curado, e viveu mais um ano. 

Tendo predito a hora da morte, Filipe fechou os olhos para este mundo no dia 2 de Maio de 1595. O túmulo tornou-se glorioso e poucos anos depois da morte, Filipe foi beatificado pelo Papa Paulo V, em 1622, e canonizado por Gregório XV. 

in paginaoriente.com


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quarta-feira, 24 de maio de 2017

Qual é a relação entre a Primeira Dama dos Estados Unidos e Nossa Senhora?

Durante a visita ao Vaticano, Melania Trump teve alguns gestos de piedade mariana: no Palácio Apostólico pediu ao Papa Francisco para abençoar o seu Terço; depois, quando visitava crianças doentes no Hospital 'Bambino Gesù', foi vista em oração junto a esta imagem de Nossa Senhora das Graças. 



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Maria Auxiladora, os Papas e D. Bosco

Nossa Senhora Auxiliadora é uma das formas de devoção da Virgem Maria, que remonta à vitória da Armada Cristã em 1571, comandada por Dom João da Áustria, que, invocando o auxílio da Virgem, afastou o perigo maometano da Europa. Em agradecimento, o Papa Pio V incluiu na ladainha o título de "Auxiliadora dos Cristãos".

A festa de Nossa Senhora Auxiliadora foi promulgada por Pio VII, no ano de 1816, logo que foi libertado do cativeiro a ele imposto por Napoleão Bonaparte.  

A DEVOÇÃO A MARIA AUXILIADORA

A devoção a Nossa Senhora Auxiliadora, começou em datas muito remotas, nascida no coração de pessoas piedosas que espalharam ao seu redor a devoção mariana. Assim, a Mãe de Deus foi sempre conhecida como condutora da felicidade de todo o ser humano. E Maria, sempre esteve junto ao povo, sobretudo do povo simples que não sofre as complicações que contornam e desfazem, muitas vezes, a vida humana, mas que é levado pelas emoções e certezas apontadas pela simplicidade do coração.

Em 1476, o Papa Sisto IV deu o nome de “Nossa Senhora do Bom Auxílio” a uma imagem do século XIV-XV, que havia sido colocada numa Capelinha, onde ele se refugiou, surpreendido durante o caminho, com um perigoso temporal. A imagem tem um aspecto muito sereno, e o símbolo do ‘auxílio’ é representado pela meiguice do Menino segurando o manto da Mãe.

Com o correr dos anos, entre 1612 e 1620, a devoção mariana cresceu, graças aos Barnabitas, em torno de uma pequena tela de autoria de Scipione Pulzone, representando aspectos de doçura, de abandono confiante, de segurança entre o Menino e a sua santa Mãe. A imagem ficou conhecida como “Mãe da Divina Providência”. Esta imagem tornou-se como que meta para as peregrinações de muitos devotos e também para muitos Papas e até mesmo para João Paulo II. Devido ao movimento cristão em busca dos favores e bênçãos de Nossa Senhora e de seu Filho, o Papa Gregório XVI, em 1837, deu-lhe o nome de “AUXILIADORA DOS CRISTÃOS”. O Papa Pio IX, pouco depois de ter sido eleito, também se inscreveu no movimento e, diante desta bela imagem, celebrou a Missa de agradecimento pela seu regresso do exílio de Gaeta. 

Mais tarde também foi criada a ‘Pia União de Maria Auxiliadora’, com raízes num bonito quadro alemão.

E chega o ano de 1815: Nasce aquele que será o grande admirador, grande filho, grande devoto da Mãe de Deus e propagador da devoção a Maria Auxiliadora, o Santo dos jovens: SÃO JOÃO BOSCO. Neste ano era também celebrado o Congresso de Viena e foi a época em que, com a queda do Império Napoleónico, começa a Reestruturação Europeia com restabelecimento dos reinos nacionais e das suas monarquias dinásticas 

Em 1817, o Papa Pio VII benzeu uma tela de Santa Maria e conferiu-lhe o título de “MARIA AUXILIUM CHRISTIANORUM”.

Os anos passaram e o rei Carlo Alberto foi a cabeça do movimento em prol da unificação da Itália, e ao mesmo tempo, os atritos entre Igreja e Estado, deram lugar a uma forte sensibilização política, com atitudes suspeitas para com a Igreja. E como não podia deixar de ser, D. Bosco, lutador e defensor insigne da Igreja de Cristo, ficou sendo mira forte do governo e foi até obrigado a fugir de alguns atentados. Sim, tinha de fato inimigos que não viam bem sua postura positiva a favor da Igreja e nem tão pouco a emancipação da classe pobre, defendida tenazmente pelo Santo.

Pio IX, então cabeça da Igreja, manifestou-se logo a favor de uma devoção pessoal para com a Auxiliadora e quando este sofrido Pontífice esteve no exílio, o nosso Santo lhe enviou 35 francos, recolhidos entre os seus jovens do oratório. O Papa ficou profundamente comovido com esta atitude e conservou uma grande lembrança deste gesto de afecto de D. Bosco e da generosidade dos rapazes pobres.

E continuam muitas lutas políticas, desavenças, lutas e rixas entre Igreja e Estado. Mas a 24 de Maio, em Roma, o Papa Pio IX preside uma grandiosa celebração em honra de Maria Auxiliadora, na Igreja de Santa Maria. E em 1862, houve uma grandiosa organização especificamente para obter da Auxiliadora, a protecção para o Papa diante das perseguições políticas que ferviam cada vez mais, em detrimento para a Igreja de Jesus Cristo.

Nestes momentos particularmente críticos, entre 1860-1862 para a Igreja, vemos que D. Bosco toma uma opção definitiva pela AUXILIADORA, título este que decide concentrar a devoção mariana por ele oferecida ao povo. E justamente em 1862, D. Bosco tem o “Sonho das Duas Colunas” e no ano seguinte seus primeiros acenos para a construção do célebre e grandioso Santuário de Maria Auxiliadora. E esta devoção à Mãe de Deus, desde então se expandiu imediata e amplamente. 

D. Bosco ensinou aos membros da família Salesiana a amarem Nossa Senhora, invocando-a com o título de AUXILIADORA. Pode-se afirmar que a invocação de Maria como título de Auxiliadora teve um impulso enorme com D. Bosco. Ficou tão conhecido o amor do Santo pela Virgem Auxiliadora a ponto de Ela ser conhecida também como a "Virgem de Dom Bosco".

Escreveu o Santo: “A festa de Maria Auxiliadora deve ser o prelúdio da festa eterna que deveremos celebrar todos juntos um dia no Paraíso".

in farfalline.blogspot.pt


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Bispo de Porto-Novo emite decreto obrigando todos os clérigos a usar a batina


O Bispo de Porto-Novo no Benin, Msgr. Aristide Gonsallo, emitiu um decreto obrigando todos os clérigos a usar a batina como traje eclesiástico normal.
Decreto para a regulamentação vestuária do uso da batina na diocese de Porto-Novo:

No documento lê-se, entre outras coisas, que como um precioso dom de Deus aos homens, a fé é a melhor maneira de conhecer a Deus e amá-Lo e que o grau de maturidade e solidez da fé duma Igreja se mede a partir da sua capacidade de comunicar a fé professada mas também se manifesta pela qualidade das suas obras de caridade, como diz o Apóstolo São Tiago em Ti, II, 18.

Diz ainda o bispo que a realização das obras de Evangelização da diocese de Porto-Novo começou pelos pioneiros de ontem e continua pela devoção dos pastores de hoje que deve ser apoiada não só pela fé, mas também pela caridade de todos os seus filhos.


Em virtude destas considerações,

Em conformidade com as disposições dos cânones 284 e 669 do vigente Código de Direito Canónico,

Eu decreto:
1. O traje eclesiástico normal de qualquer clérigo (diocesano, religioso, membro de uma sociedade clerical de vida apostólica) na diocese de Porto-Novo é apenas a batina;
2. O uso de batina é obrigatório,
- para a celebração ou administração de todos os sacramentos, especialmente a Eucaristia;
- para a celebração de qualquer para-liturgia;

- em qualquer reunião de clérigos e em qualquer reunião com a participação do clero quer ao nível diocesano quer paroquial, como por exemplo as concelebrações da Missa, reuniões de presbíteros;
- em lugares onde os fiéis solicitam o clérigo para o exercício do ministério sacerdotal;
- nas visitas ao bispo, independentemente do momento e do motivo da visita;
- em qualquer lugar onde a identidade do sacerdote possa levantar dúvidas


Com o desejo de que o uso da batina seja uma evidência no seio da comunidade cristã do testemunho publico que todos os padres devem dar da sua própria identidade e da sua pertença especial a Deus, eu vos asseguro da minha comunhão orante em Jesus por Maria.

Dado em Porto-Novo, a 09 de Maio de 2017


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terça-feira, 23 de maio de 2017

Procissão em honra do Senhor Santo Cristo dos Milagres - Açores

No passado dia 21 de Maio, quinto domingo depois da Páscoa, viveu-se a tradicional procissão do Senhor Santo Cristo dos Milagres, na ilha de S. Miguel (Açores). A imagem renascentista representa o momento do Ecce Homo da Paixão de Nosso Senhor e está em capela própria no Convento da Esperança, em Ponta Delgada. À procissão - a mais antiga do País - acorrem milhares de pessoas com grande devoção. O chão das ruas por onde passa é adornado de flores e a fachada do seu santuário de flores e de luzes. O andor percorre o itinerário original passando por antigos conventos e igrejas paroquiais, num percurso de kilometros que dura aproximadamente 7horas.

Neste ano de 2017 contou com a presença do Sr. Presidente da República.


 A multidão à espera da saída do andor do Senhor Santo Cristo.


A Imagem acompanhada pela Irmandade do Senhor Santo Cristo dos Milagres


As ruas de Ponta Delgada


 A fachada do Convento de noite.



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segunda-feira, 22 de maio de 2017

Cardeal Burke pede ao Papa que consagre a Rússia ao Imaculado Coração de Maria

O Cardeal Burke incitou os fiéis católicos a "trabalhar para a consagração da Rússia ao Imaculado Coração de Maria" em fidelidade ao pedido de Nossa Senhora de Fátima. Falando no Rome Life Forum no passado dia 19 de Maio, o Cardeal explicou:

"Certamente, o Papa São João Paulo II consagrou o mundo, incluindo a Rússia, ao Imaculado Coração de Maria a 25 de Março de 1984. Mas hoje [cem anos depois], mais uma vez, ouvimos o chamamento de Nossa Senhora de Fátima para consagrar a Rússia ao Seu Imaculado Coração, de acordo com a sua instrução explícita."

Uma consagração que nomeie a Rússia, continuou Burke, "é de uma vez por todas o reconhecimento da importância que a Rússia continua a ter no plano de Deus para a paz e um sinal de profundo amor pelos nossos irmãos na Rússia."
Como tal, Sua Eminência iniciou uma petição ao Papa Francisco para que consagre a Rússia ao Imaculado Coração de Maria.

Aqui está disponível a petição:

De seguida apresentamos, exclusivamente, em português o texto da súplica ao Santo Padre:

"Ao Papa Francisco:

Unimos as nossas vozes à de Sua Eminência Reverendíssima o Cardeal Raymond Burke, no seu pedido para a Consagração da Rússia ao Imaculado Coração de Maria.

Neste centenário das aparições de Nossa Senhora de Fátima às três crianças de Fátima, e confrontados com as calamidades de que a Rainha do Céu nos avisou, comprometemo-nos a redobrar os nossos esforços para responder aos Seus pedidos e encorajar todos os Católicos a fazê-lo também.

Comprometemo-nos:

-Primeiro, à oração, particularmente ao Santíssimo Rosário, e à devoção ao Escapulário do Carmo.

- Segundo, à reparação, principalmente através da prática da devoção dos Cinco Primeiros Sábados, pelos pecados e ultrajes cometidos contra a Graça de Deus e pelas blasfémias contra os Santíssimos Corações de Jesus e Maria.

- Terceiro, consagrarmo-nos pessoalmente ao Imaculado Coração de Maria e unirmo-nos ao apelo à consagração pública da Rússia pelo Papa e todos os Bispos do mundo.

Instamos todos os Católicos a que se unam ao Cardeal Burke neste apelo, e a que peçam a Nossa Senhora que obtenha do Seu Filho paz para o mundo e para a Igreja, como Ela prometeu caso os Seus pedidos fossem atendidos.

Os signatários incluem:

Sua Excelência Reverendíssima o Senhor Dom Athanasius Schneider, Bispo Auxiliar de Astana, Cazaquistão;

Sua Alteza o Duque Paul von Oldenburg;

Dama Colleen Bayer, Directora Nacional da Family Life International."



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Como fazer um pedido a Santa Rita de Cássia

Santa Rita é conhecida como a santa das causas impossíveis, graças aos inúmeros milagres que acontecem por sua intercessão

Ó poderosa e gloriosa Santa Rita chamada Santa das causas impossíveis, advogada dos casos desesperados, auxiliadora da última hora, refúgio e abrigo da dor que arrasta para o abismo do pecado e da desesperança, com toda a confiança em Vosso poder junto ao Coração Sagrado de Jesus, a Vós recorro no caso difícil e imprevisto, que dolorosamente oprime o meu coração.

(Fazer o pedido)

Obtende a graça que desejo, pois sendo-me necessária, eu a quero. Apresentada por Vós a minha oração, o meu pedido, por Vós que sois tão amada por Deus, certamente será atendido. Dizei a Nosso Senhor que me valerei da graça para melhorar a minha vida e os meus costumes e para cantar na Terra e no Céu a Divina Misericórdia.

Pai-Nosso, Avé-Maria, Glória

Santa Rita das causas impossíveis, intercedei por nós! Ámen


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domingo, 21 de maio de 2017

Nossa Senhora de Fátima foi coroada em Roma



Igreja: Santissima Trinità dei Pellegrini (FSSP)


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Pe. Américo explica que a sua obra não seria nada sem a Missa

Quando às vezes acabo de celebrar e me ajoelho para agradecer o imerecido, ali, frente ao altar de pedra, quedo-me a perguntar a mim mesmo do que seria tudo isto, sem isto. Sim. 

O que seria da Obra da Rua (obra criada pelo Pe. Américo para ajudar rapazes abandonados), sem os Altares, onde os Padres da Rua, falam da rua, rezam pela rua e pedem para a rua o que a rua desprezou? O que seria da Obra da Rua sem o Altar? Seria coisa morta porque no Altar é que mora a Vida. A Vida que fez a Vida e que deu a Vida.

Seria um peito sem coração a palpitar. E corpo sem coração é cadáver. Cheira mal, causa espanto, afugenta as crianças. Cristo atrai as crianças e não as repele. A vida está no Altar.

Seria uma árvore estéril, sem semente. Não haveria continuidade. Morreria. Sem Altar, a Obra era vasia, cana ôca que o mundo pisa e esmaga. O Altar é que enche. O Altar é que irradia. O Altar é sempre o grande segredo. E que seria de mim, fraco, opróbrio e confusão, sem o Altar? Seria como os mais que constroem sem alicerce e morrem sufocados debaixo das pedras que levantam aos ares. Construía sobre areia e dava de comer as vendavais.

in 'O pai Américo era assim' (Coimbra, 1958)


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sábado, 20 de maio de 2017

Peregrinação do Cardeal Burke a Fátima

O Cardeal Burke esteve em Fátima dia 12 e 13 de Maio, numa peregrinação com Santuário de Nossa Senhora de Guadalupe, que ele mesmo fundou, da sua antiga diocese de La Crosse, Wisconsin. Sua Eminência esteve como um peregrino comum, com o seu grupo americano (que tinha também um padre diocesano, um padre Franciscano da Imaculada e um frade Franciscano da Imaculada).

Visitou na noite de 12 para 13 a Capelinha das Aparições tendo sido visto em oração. No dia 13 celebrou a
Missa votiva do Imaculado Coração de Maria, no usus antiquior, e assistiu à Missa do Papa no Santuário e recebeu a Sagrada Comunhão.

Também foi visto no Santuário e até junto à loja de artigos religiosos de Fátima, sempre com o seu estilo discreto. Inúmeros peregrinos o pararam para o cumprimentar ou pedir uma bênção para si ou para os seus objectos religiosos.

No dia 14 de Maio concelebrou a Missa no Santuário, com o Bispo de Leiria-Fátima. No dia 15 o grupo seguiu para Alcobaça e Lisboa onde se encontraram connosco, do blogue Senza Pagare, e Sua Eminência seguiu para Roma. Aqui deixamos algumas imagens da peregrinação do bom Cardeal.

Já por várias vezes Sua Eminência nos disse gostar do trabalho feito pelo nosso blogue.
Rezemos pelo Cardeal Burke e pelo seu bom serviço à Igreja.



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100 anos de Fátima: Procissão do adeus a 13 de Maio de 2017



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sexta-feira, 19 de maio de 2017

Vista aérea do Santuário de Fátima durante a Procissão das Velas


Santuário de Fátima fotografado pela Força Aérea Portuguesa durante a Procissão das Velas do dia 12 de Maio de 2017.


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Papa Bento diz que Cardeal Sarah é o homem certo no lugar certo

O Papa Bento XVI escreveu um belíssimo texto sobre o trabalho que tem sido desenvolvido pelo Cardeal Robert Sarah, especialmente os livros sobre a necessidade de uma liturgia bem celebrada e do regresso ao silêncio nas celebrações, para que não se perca a fé. Este texto que mostramos de seguida estará presente em futuras edições do livro do Cardeal Sarah, 'The Power of Silence: Against the Dictatorship of Noise":

Desde que li as cartas de Santo Inácio de Antioquia nos anos 50, uma passagem da sua Carta aos Efésios afectou-me particularmente: “É melhor manter o silêncio e ser [Cristão] do que falar e não ser. Ensinar é algo excelente, desde que quem fala pratique o que ensina. 

Ora, há um Mestre que falou e fez. E mesmo o que fez silenciosamente foi digno do Pai. Quem fez verdadeiramente suas as palavras de Jesus, é capaz de ouvir o Seu silêncio, para que seja perfeito: para que possa agir pelo seu falar e ser conhecido pelo seu silêncio.” O que significa isto: ouvir o silêncio de Jesus e conhecê-lo através do Seu silêncio? 

Sabemos pelos Evangelhos que Jesus frequentemente passava noites sozinho “na montanha” em oração, conversando com o Seu Pai. Sabemos que o Seu discurso, a Sua palavra, vinha do silêncio e só poderia maturar aí. Tem por isso sentido que a Sua palavra apenas possa ser correctamente compreendida se nós, também, entrarmos no Seu silêncio, se quisermos ouví-la do Seu silêncio.

Certamente, de forma a interpretar as palavras de Jesus, o conhecimento histórico é necessário, pois ensina-nos a compreender o tempo e a linguagem usada na época. Mas isto apenas não é suficiente se queremos realmente compreender a mensagem do Senhor em profundidade. 

Quem leia, hoje, os cada vez mais longos comentários aos Evangelhos, ficará decepcionado no fim. Aprenderá muitas coisas úteis sobre a época e um grande número de hipóteses que, no fim de contas, nada contribuirão para a sua compreensão do texto. No fim, fica-se com a sensação de que, perante um excesso de palavras, falta algo essencial: entrar no silêncio de Jesus, de onde a Sua palavra nasce. Se não conseguirmos entrar neste silêncio, ouviremos sempre a palavra de forma superficial e por isso não a compreenderemos.

Enquanto lia o novo livro do Cardeal Robert Sarah, todos estes pensamentos me perpassaram de novo a alma. Sarah ensina-nos o silêncio – estar em silêncio com Jesus, a verdadeira quietude interior, e assim simplesmente ajuda-nos a compreender de forma renovada a palavra do Senhor. Naturalmente fala muito pouco de si mesmo, mas aqui e ali dá-nos uma antevisão da sua vida interior. 

Respondendo à questão de Nicolas Diat, “Por vezes na sua vida terá sentido as palavras ficarem demasiado complicadas, demasiado pesadas, demasiado barulhentas?”, responde: “Na minha oração e na minha vida interior, sente senti a necessidade por um mais profundo e completo silêncio. (...) Os dias de solidão, silêncio e jejum absoluto foram um grande apoio. Foram uma graça sem precedentes, uma purificação lenta, e um encontro pessoal com ... Deus. (...) Dias de solidão, silêncio e jejum, nutridos apenas pela Palavra de Deus, permitem ao homem basear a sua vida naquilo que é essencial.” 

Estas linhas tornam visível a fonte da qual o cardeal vive, que dá à sua palavra profundidade. Deste ponto de vista, ele pode contemplar os perigos que constantemente ameaçam a vida espiritual, de sacerdotes e bispos também, e que por isso põem a Igreja em perigo, em que não é incomum a Palavra ser substituída por verbosidade que dilui a grandeza da Palavra. 

Gostaria de citar apenas uma frase que pode tornar-se exame de consciência para cada bispo: “Pode acontecer que um bom e pio sacerdote, quando elevado à dignidade episcopal, rapidamente caia em mediocridade e em preocupação por sucesso mundano. Arrasado pelo peso dos seus deveres, preocupado pelo seu poder, a sua autoridade, e as necessidades materiais do seu ofício, gradualmente perde as energias.”

O Cardeal Sarah é um mestre de espiritualidade, que fala das profundezas do silêncio com o Senhor, a partir da sua íntima união com Ele, e por isso tem algo para dizer a cada um de nós.

Deveríamos estar gratos ao Papa Francisco por ter nomeado tal mestre de espiritualidade para liderar a congregação responsável pela celebração da liturgia da Igreja. Com a liturgia, tal como sucede com a interpretação da Sagrada Escritura, é necessário conhecimento especializado. Mas é também verdade que a especialização em liturgia pode passar ao lado do essencial, a não ser que esteja fundada numa união profunda e interior com a Igreja orante, que constantemente reaprende do próprio Senhor o que significa adorar. Com o Cardeal Sarah, mestre do silêncio e da oração interior, a liturgia está em boas mãos.

Papa Bento XVI, Cidade do Vaticano

Tradução: Senza Pagare


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quinta-feira, 18 de maio de 2017

Roubo de Hóstias em Fátima no dia 13 de Maio de 2017


Neste vídeo vemos um indivíduo que recebe a Sagrada Comunhão na mão, finge que põe a Hóstia na boca e, poucos segundos depois, percebemos que tem ainda Nosso Senhor Sacramentado na sua mão e O leva embora, sabe-se lá com que propósito. 

 A comunhão na mão é um indulto. Quer isto dizer que a forma normal de comungar é na boca. A comunhão na mão foi tolerada por causa dos abusos que começaram, depois do Concílio Vaticano II, na Holanda. Por ser apenas tolerada, e nunca recomendada, a comunhão na mão deve ser suspensa sempre que se verificam riscos de roubos da Sagrada Comunhão, como acontece quando o número de pessoas para comungar é grande. 

 A comunhão na mão tem de ser proibida! Nosso Senhor não pode continuar a ser maltratado como acontece hoje em dia na Sua Igreja! Rezemos em "reparação dos ultrajes, sacrilégios e indiferenças com que Ele mesmo é ofendido".


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15 sacerdotes que também foram cientistas

Qual a relação entre a ciência e a fé? Serão opostas? Não. Ciência e fé são totalmente compatíveis e a vida destes homens é prova irrefutável disso.

Aqui está uma lista de 15 sacerdotes que também foram cientistas:
 
1) São Silvestre II, Papa (945-1003)

 
Foi o primeiro Papa francês da história. Foi um grande matemático e introduziu na França o sistema decimal islâmico e o uso do zero, facilitando assim os cálculos.
 
2) Robert Grosseteste (1175-1253)

 
Sendo bispo da diocese de Lincoln (Inglaterra), foi um estudioso em quase todas as áreas de conhecimento da sua época. Também foi precursor da filosofia moderna, introduzindo o pensamento aristotélico na Universidade de Oxford.
 
3) Santo Alberto Magno (1193-1280) 

Renomado sacerdote dominicano, bispo e Doutor da Igreja. Também foi filósofo, geógrafo e um químico famoso, descobriu o arsénio.
 
4) Roger Bacon (1214-1294)

Franciscano conhecido como Doutor Admirável. É um dos precursores do método científico moderno. Já no seu tempo ele dizia “a matemática é a porta e a chave de toda ciência”.
 
5) Jean Buridan (1300-1375)

 
Clérigo secular francês e precursor da mecânica de Newton por meio da sua noção de ímpeto que explicava o movimento de projécteis e objectos em queda livre. Essa teoria pavimentou o caminho para a dinâmica de Galileu e para o famoso princípio da inércia, de Isaac Newton.
 
6) Nicolau Oresme (1323-1382)

 
Foi teólogo e bispo de Lisieux e também um génio intelectual. Talvez seja o pensador mais original do século XIV, por sua actividade como economista, matemático, físico, astrónomo, filósofo, psicólogo e musicólogo. Descobriu a refracção atmosférica da luz.
 
7) Nicolau Copérnico (1475-1543)

Este sacerdote oriundo da Polónia é o pai da astronomia moderna por meio da sua teoria heliocêntrica. Também foi matemático, astrónomo, jurista, físico, político, líder militar, diplomata e economista.
 
8) Francesco Maria Grimaldi (1618-1663)

 
Sendo jesuíta, construiu e usou os instrumentos para medir características geológicas na lua e desenhou um mapa que foi publicado por Giovanni Battista Riccioli. Também descobriu a difracção da luz.
 
9) Giovanni Battista Riccioli (1598-1671)

 
Astrónomo jesuíta italiano considerado como um pioneiro da astronomia lunar. Foi a primeira pessoa a medir a taxa de aceleração de um corpo em queda livre.
 
10) Athanasius Kircher (1602-1680)

Este sacerdote jesuíta foi um dos cientistas mais importantes do período barroco. Era poliglota, erudito e estudioso orientalista. Usando um microscópio rudimentar, examinou doentes com peste e observou de forma pioneira os vermes, construiu um aparelho para projectar imagens, conhecido como lanterna mágica (1646) e relacionou peste bubónica com putrefacção.
 
11) Nicolau Steno (1638-1686) 

É considerado o pai da geologia. Era um polímata, médico, e anatomista dinamarquês. Aderiu ao catolicismo na vida adulta, morreu como bispo missionário. Após converter-se ao catolicismo, foi ordenado padre em 1675, tendo sido ordenado bispo dois anos depois. Veio a falecer em 1686, tendo sido beatificado pelo Papa João Paulo II em 1988.
 
12) Ruder Boskovic (1711-1787)

 
Físico, astrónomo, matemático, filósofo, poeta e sacerdote jesuíta da República de Ragusa (hoje Croácia). Influenciou nas obras de Faraday, Kelvin, Einstein, etc.
 
13) Gregor Mendel (1822-1884)

 
Agostiniano austríaco, pai da genética por descobrir a origem da herança genética, através de pesquisas que conduziu com diferentes ervilhas. As chamadas “Leis de Mendel” falam da transmissão dos caracteres hereditários.
 
14) Georges Lemaitre (1894-1966)

 
Sacerdote belga, astrónomo e professor de física. Lemaitre propôs o que ficou conhecido como teoria da origem do Universo do Big Bang, que ele chamava de “hipótese do átomo primordial“, ou também conhecido como “ovo cósmico”, que posteriormente foi desenvolvida por George Gamow. 

15) Manuel Carreira (1931)

 
Sacerdote jesuíta, teólogo, filósofo e astrofísico espanhol. É membro do Observatório Vaticano e ele tem trabalhado em numerosos projectos para a NASA. É um firme defensor da compatibilidade entre ciência e fé.

in pt.churchpop


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