domingo, 29 de novembro de 2015

Um dos Senzas foi hoje ordenado Diácono: Parabéns Tiago!

O neo-diácono com a sua neo-batina

O neo-diácono com a Mariana, também dos Senzas


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sábado, 28 de novembro de 2015

Conferência de D. Athanasius Schneider em Lisboa (Parte I)

Neste último Sábado, Lisboa teve a graça de receber D. Athanasius Schneider, Bispo auxiliar de Astana, Cazaquistão. Desde o berço, D. Athanasius viveu num contexto de Igreja perseguida, onde não havia nem Missa regular nem a presença de sacerdotes, pois estes eram vistos como “potenciais inimigos do regime” soviético sob o qual cresceu. 

Veio à Paróquia de São Nicolau, na Baixa de Lisboa, falar sobre a arte de celebrar. Deixamos aqui algumas notas sobre o conteúdo da sua conferência para posterior reflexão, através de uma série de três artigos, cobrindo as duas temáticas centrais – A liturgia e a reverência a Jesus Eucarístico – e uma série de perguntas e respostas colocadas a D. Athanasius.
A Arte de Celebrar – Como se diz o Céu na Terra

Parte I - Sobre a Santa Missa e a celebração litúrgica

“É Necessário reflectir sobre aquilo que é mais central na nossa Fé”

D. Athanasius sublinha que pelo facto da Santa Missa ser o acto central da nossa fé – participamos desta diariamente ou todos os Domingos – é necessária uma reflecção sobre aquilo que fazemos quando vamos à Missa. 

O que é a Eucaristia? Jesus dá-nos a resposta quando fala à Samaritana da água viva da vida Eterna: “Se conhecesses o dom de Deus e quem é o que te pede: ‘dá-me de beber’, tu lhe pedirias, e Ele te daria água viva” (Jo 4,10). Esta água viva é o maior dom que Deus nos poderia dar, que é a oferta de Si próprio, Corpo e Sangue, oferecido, imolado por nós e para nós. Não há maior dom do que o dom do próprio Deus! 

Quando Jesus encarnou, trouxe consigo todo o Céu para a terra e consigo o cântico que nos Céus se canta eternamente: daí o facto de nos ajoelharmos quando ouvimos o início do evangelho de João, proclamado no final de cada Missa na Forma Extraordinária: “et verbum caro factum est et habitavit in nobis”, pois assim estamos a reconhecer o Dom divino que nos foi dado.

“Não somos Anjos: também devemos ver uma certa forma de Glória de Deus Encarnado”

Se é verdade que é pela fé que vemos a Glória de Deus, também não podemos esquecer que não somos Anjos, pelo que devemos ver pelos olhos do corpo uma certa forma de Glória do Deus Encarnado. Deveríamos ver a Glória de Deus na Luz, na Santidade, na Beleza da Santa Missa. A verdade da liturgia é este “ver a Glória de Deus” e assim foi ao longo dos 2000 anos de existência da Igreja. 

Com esse fim, o livro do Apocalipse e a restante Sagrada Escritura estão cheios de indicações sobre como adorar a Deus: desde o “prostrar-se diante de Deus”, o “ajoelhar diante do cordeiro”, os anciãos que “desceram dos tronos e se prostraram”, o “cantar um hino novo” a Deus, as ofertas de incenso. Assim como a Sagrada Escritura está cheia de indicações, assim estão também os documentos da Santa Sé sobre a liturgia. 

O objectivo de tudo isto é ter um modelo para celebrar a liturgia celeste na terra. O próprio Cristo nos mostrou como adorar a Deus na terra: Cristo ofereceu a Deus orações e súplicas, com grande temor e reverência (Heb 12,28). Tal vemos na Carta aos Hebreus, 12,28, devemos servir a Deus com temor e reverência. Não um temor servil, antes filial – mas um temor!

Tal foi a atitude que sempre marcou os tempos da Igreja ao longo da sua história. Logo desde o início, ao ler os padres da Igreja vemos este espírito de temor e reverência. É através deste espírito que o Espírito Santo “deixa crescer organicamente esta árvore bela da liturgia”, que se desenvolve num reconhecer cada vez mais profundo daquilo que celebramos. 

O que muda na liturgia é sempre através de um processo orgânico: é este o princípio da renovação litúrgica, pois a liturgia é algo que cresce como uma flor, como um corpo... sem ruptura com as suas fases anteriores de crescimento. Aliás, este princípio está exposto nos documentos do Concílio Vaticano II, especialmente na Constituição sobre a Sagrada Liturgia, Sacrosanctum Concilium, número 23, onde explicitamente se proíbem inovações na liturgia: apenas é admitido este processo orgânico de enriquecimento, sem rupturas. 

As reformas que se dão são dentro deste processo orgânico. Os padres conciliares são muito cautelosos quanto à admissão de reformas, admitindo-as apenas quando estas têm garantia de utilidade certa para a Igreja.

Quanto a esta questão, não nos podemos iludir, devemos reconhecer que muito do que foi feito na Santa Missa não corresponde aos princípios estabelecidos pelo Concílio Vaticano II. O próprio Cardeal Ratzinger, enquanto era perfeito da Congregação para a Doutrina da Fé, reconheceu que muitas coisas na nossa Missa de hoje não correspondem ao princípio do Concílio Vaticano II. Houve ruptura.

Non nobis, Domine, non nobis, sed nomini tuo da gloriam

O salmo 113 lembra-nos algo muito importante: Non nobis, Domine, non nobis, sed nomini tuo da gloriam. Não a nós, senhor, não a nós, mas ao teu nome dá glória. Tudo o que fazemos na liturgia e o que nela damos de melhor é para Deus, não para nós. Como Não é algo para nossa honra, mas para a Glória de Deus. 

É para glorificar a Deus que se eleva o esplendor da Santa Missa. No número 2 da constituição Sacrosanctum Concilium lemos o seguinte: na liturgia, o que é humano deve orientar-se ao divino, a acção deve ser subordinada e ordenada à contemplação, o que é temporal subordinado e ordenado ao eterno e o que é terreno subordinado e ordenado ao celeste. 

Estamos a seguir este princípio? Façamos um exame de consciência: nas nossas paróquias está Deus ou o homem em primeiro lugar? Valorizamos mais a acção ou a contemplação? O Sacerdote, que é um homem e não Deus, tem a liturgia centrada em si ou apaga-se, para dar relevo a Cristo? Nós não fazemos um culto protestante onde tudo é simplesmente simbólico: de facto podemos ver a Deus na Eucaristia, na hóstia consagrada!

Nota - A segunda parte deste resumo encontra-se aqui: Conferência de D. Athanasius Schneider em Lisboa (Parte II)


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sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Papa Francisco mostra o que leva nos bolsos: Terço e Via-Sacra

Encontro com os jovens, no Quénia


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A Medalha Milagrosa e a conversão de Afonso Ratisbonne

Este é um pequeno resumo da inesperada e súbita conversão do austríaco Afonso Ratisbonne. Afonso era judeu e maçon. Nutria pela Igreja Católica, e tudo o que estivesse relacionado com o catolicismo, um profundo ódio e desdém. Poucos dias antes da sua conversão, tinha aceitado usar no bolso uma medalha de Nossa Senhora das Graças (medalha milagrosa) para provar que não tinha qualquer efeito.

20 de Janeiro de 1842: Ratisbonne encontrava-se em Roma. Saindo de um café onde acabara de conversar com dois amigos, encontra a carruagem do Barão de Bussière que o convida para dar um passeio. Afonso, sem muito entusiasmo, mas para não fazer uma descortesia àquele do qual pouco antes tinha sido hóspede, aceita o convite. Acharam-se logo diante da igreja de Sant'Andrea delle Fratte. O piedoso conde de Laferronays devia receber as honras fúnebres e o Barão de Bussière fora encarregado de reservar uma tribuna para a família do defunto.

“Será coisa de dois minutos", diz ele a Afonso que, durante este tempo resolve visitar a igreja. Tenta Afonso descrever o que então se passou na sua alma: “Esta igreja é pobre e deserta; creio que nela me achei mais ou menos só… Nenhum objecto de arte atraiu a minha atenção… Subitamente nada mais vejo… ou antes, ó meu Deus, vejo uma só coisa! Como seria possível falar do que vi? Oh! não, a palavra humana não deve tentar exprimir o que se não pode exprimir; toda descrição, por sublime que seja, não seria mais que uma profanação da inefável realidade…”

Tornando à igreja, o Barão de Bussière não encontra Afonso onde o havia deixado, mas ajoelhado diante da capela de São Miguel Arcanjo e de São Rafael, submergido em profundo recolhimento.

“A esta vista, pressentindo um milagre - depõe o barão - apoderou-se de mim um frémito religioso. Dirijo-me a ele, agito-o várias vezes sem que ele dê conta da minha presença. Finalmente, voltando para mim o seu rosto banhado de lágrimas, junta as mãos e me diz: “Oh! como este senhor rezou por mim!”

Compreendi logo que se tratava do falecido Conde de Laferronays. Amparado, quase levado por mim, sobe à carruagem. Onde quereis ir? pergunto-lhe eu.

“Levai-me para onde quiserdes. Depois do que vi, obedeço”.

Declara-me em seguida que só falará com o consentimento de um padre, porque "o que eu vi – acrescenta ele – só o posso dizer de joelhos”.

Conduzido à igreja do Gesú, dos padres jesuítas, ao lado do padre Villefort que o convida a explicar-se, tira Afonso a medalha, abraça-a, mostra-a e exclama: “Eu vi-A! Eu vi-A!… Havia uns instantes que eu estava na igreja, quando repentinamente me senti dominado por uma turbação inexprimível. Ergui os olhos; todo o edifício desparecera à minha vista; só uma capela tinha, por assim dizer, concentrada toda a luz; e, no meio desta irradiação, apareceu, em pé sobre o altar, grande, brilhante, cheia de majestade de doçura a Virgem Maria, tal qual está na minha medalha; uma força irresistível atraiu-me para ela. A Virgem com a mão fez-me sinal para que me ajoelhasse. Pareceu dizer-me: “Está bem! Não me falou nada, mas eu compreendi tudo”.

Mais tarde dirigiu-se Afonso à Basílica de Santa Maria Maior a fim de agradecer à sua celeste benfeitora o grande benefício recebido.

Ao entrar na capela de Nossa Senhora, exclamou: “Oh! como estou bem aqui! Gostaria de ficar aqui para sempre: parece-me que já não estou na Terra!”

Ao fazer a visita ao Santíssimo Sacramento, por pouco não desfaleceu. Apavorado, exclamou: “que coisa horrível estar na presença do Deus vivo sem ser baptizado!”

Afirma o Padre Roothan, geral da Companhia de Jesus, que “depois da sua conversão o senso da fé nele se manifestava de modo tão intenso que lhe fazia sentir, penetrar e reter tudo o que lhe era proposto, tanto que em pouco tempo o julgaram suficientemente instruído para receber o santo Baptismo”.

Ratisbonne recebeu sem dúvida uma assistência toda especial de Deus e da Santíssima Virgem.

A 31 de Janeiro, 11 dias após a aparição, Afonso Ratisbonne abjura solenemente à maçonaria e recebe o baptismo na igreja do Gesú das mãos do cardeal Patrizzi. O vasto e sumptuoso templo estava repleto. Ali se encontrava o escol da sociedade romana e estrangeira. Acompanhado pelo Padre Villefort e pelo seu padrinho, o barão de Bussière, Afonso foi levado à porta da igreja. Vestido de uma longa túnica de damasco branco, trazia o Terço e a medalha de Nossa Senhora nas mãos.

– Que pedes à Igreja de Deus? pergunta-lhe o oficiante.
– A fé!

Ah! diz uma testemunha ocular dessa cena majestosa, já tinha a fé católica aquele a quem a Estrela da Manhã iluminara com os seus raios.

Afonso beija a terra e fica prostrado até ao fim dos exorcismos.

Levanta-se e, guiado pelo pontífice, encaminha-se para o altar entre as bênçãos de uma imensa multidão que respeitosamente se abre à sua passagem.

Perguntam-lhe qual é o seu nome.

– Maria! responde num arrebatamento de amor e de gratidão.
– Que desejas?
– O baptismo.
– Crês em Jesus Cristo?
– Creio!
– Queres ser baptizado?
– Quero!

Com um sorriso de celeste beatitude levantou sua cabeça ainda humedecida da água baptismal. Acabava de transpor um abismo: era cristão.

Afonso, cheio de Deus, radicalmente transformado pela graça, deixa o mundo e entra na Companhia de Jesus. Nela viveu dez anos vida exemplar e só a deixou, desfeito em lágrimas, para fazer a vontade de Deus que o queria ao lado do seu irmão, o Padre Teodoro, para com ele trabalhar numa obra tão grata ao mesmo Deus e de tanta relevância: a conversão dos judeus.

O piedoso Padre Maria Afonso Ratisbonne nunca se esqueceu da sua Mãe amantíssima que o arrancou das trevas da incredulidade para os esplendores da verdadeira fé.

Inclinava-se profundamente sempre que ouvia no canto das ladainhas a invocação: “Refúgio dos pecadores, rogai por nós!”

Os que o ouviam falar da sua Mãe Celeste adivinhavam o que se passava no seu coração; o seu olhar fulgurante parecia que ainda contemplava a mais bela e a mais pura das virgens.

A medalha milagrosa, que exercera papel preponderante na sua conversão, era o seu mais caro tesouro. Julgou um dia que a havia perdido; a sua aflição foi extrema; parecia-lhe que fora abandonado pela Virgem misericordiosíssima. As suas lágrimas não cessaram de correr até que a encontrou.

Maria Santíssima foi a sua consolação em todas as penas e o seu grande motivo de esperança em todas as provações. Dizia que Maria Santíssima não é outra coisa que uma mão de Deus, não a mão que castiga, mas a mão das misericórdias.

Dizem os historiadores que quando o Padre Ratisbonne pregava sobre Nossa Senhora, todos os ouvintes se comoviam, muitos pecadores se convertiam. 

Padre Élcio Murucci in Fratres in Unum


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quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Dar o primeiro passo para a reconciliação com o irmão

Eis o que te proclamo, o que te asseguro, o que te digo com voz tonitruante: Que quem tem inimigos não se aproxime da Mesa Sagrada nem receba o Corpo do Senhor! Que os que se aproximam não tenham inimigos! Tens algum inimigo? Não te aproximes! Se quiseres fazê-lo, vai primeiro reconciliar-te e depois receberás o sacramento.

Não sou eu que falo assim, é o Senhor quem o diz, Ele que foi crucificado por nós; Ele, para te reconciliar com seu Pai, não recusou ser imolado nem derramar o seu sangue; e tu, para te reconciliares com o teu irmão, nem queres dizer uma palavra e tomar a iniciativa de ir procurá-lo? Escuta o que diz o Senhor a propósito dos que fazem como tu: «Se fores, portanto, apresentar uma oferta sobre o altar e ali te recordares de que o teu irmão tem alguma coisa contra ti…» Ele não diz: «Espera que ele venha procurar-te ou que ele receba a visita de um dos teus amigos na qualidade de reconciliador», nem diz: «Envia-lhe alguém», mas: «Corre tu pessoalmente, vai ter com ele!» «Vai primeiro reconciliar-te com o teu irmão.»

Incrível! Então se Deus não Se dá por desonrado de ver deixado de parte um dom que Lhe era destinado, havias tu de te considerar desonrado por dares o primeiro passo para te reconciliar com o teu irmão? Que desculpa tem semelhante conduta? Quando vês um dos teus membros cortado, não tentas por todos os meios juntá-lo ao resto do teu corpo? Faz também assim com os teus irmãos: logo que vejas que eles estão separados da tua amizade, vai depressa buscá-los, não esperes que eles sejam os primeiros a apresentar-se: apressa-te tu a tentar a reconciliação.

São João Crisóstomo in Homilias ao povo de Antioquia, XX, 5 e 6 


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Entretanto no Quénia...


"Obedecendo à Palavra de Deus, somos chamados também a resistir a práticas que favorecem a arrogância nos homens, ferem ou desprezam as mulheres e ameaçam a vida dos inocentes nascituros”

Papa Francisco, homilia da Missa em Nairobi


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quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Para quem diz que a Igreja sempre foi contra o sexo


Concílio Toledo (400) e Concílio Braga (563) - Condenam as afirmações maniqueias e priscilianas que negavam a bondade da sexualidade e do matrimónio, e defendiam a origem não-divina (satânica) do corpo.

Concílio de Gangra (341) - Condena dos seguazes de Eustáquio de Sebaste, que rejeitavam o matrimónio e ensinavam que as pessoas casadas não se salvam.

Concílio Lateranense IV (1215) - Contra os cátaros e albigenses, afirma que não apenas os virgens e continentes, mas também os esposos merecem atingir a felicidade eterna.

Concílio de Viena (1311-1312) - Condena as teses da seita dos begardos e das beguinas que consideravam pecado mortal o beijo, e indiferente a relação sexual.


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terça-feira, 24 de novembro de 2015

Santa Missa celebrada por D. Athanasius Schneider em Lisboa







Local: Igreja de São Nicolau
Fotografias: Senza Pagare


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Procurar a verdade fora da Igreja Católica é um erro

"Muito lamentável é ver até onde se atiram os delírios da razão humana, quando o homem corre após as novidades e, contra as admoestações de São Paulo, se empenha em saber mais do que convém e, confiando demasiado em si, pensa que deve procurar a verdade fora da Igreja Católica, onde ela se acha sem a menor sombra de erro."

Papa Gregório XVI in Enciclica 'Singulari Nos' (7/07/1834)


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segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Um menino e uma menina são a mesma coisa?



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Cristianismo e marxismo - Plínio Corrêa de Oliveira

Enquanto o Cristianismo, que é o amor organizado, ensina aos poderosos a justiça para com os direitos dos humildes; a caridade para socorrê-los nas suas horas difíceis... 

Enquanto ensina aos inferiores o respeito aos superiores; a alegria dentro de sua própria condição; a aspiração de elevar-se por merecimento real... 

Enquanto o Cristianismo semeia a paz na harmonia das classes e no concerto admirável resultante do domínio das paixões egoísticas e vis... 

Enquanto o Cristianismo acena para o Alto e promete uma felicidade eterna depois da prova desta vida... 

O marxismo calca aos pés toda dignidade humana, e prega a luta das classes. O ódio ao superior. A revolta. O surto de todas as paixões mesquinhas. A felicidade efémera no gozo da matéria.

É por isso que os bolchevistas, em furiosa sanha, congregam todos os esforços para arrancar a consciência religiosa do povo infeliz. E investem contra a Igreja Católica - o esteio da fé, da esperança e do amor -, a coluna mestra da moral, a guarda da família, a defensora do direito.

'Subtração de valores' in Jornal O Legionário, n.º 143 (15 de Abril de 1934)


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domingo, 22 de novembro de 2015

Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo

Já sabemos quem ganha no fim:
Christus vincit, Christus regnat, Christus imperat!




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sábado, 21 de novembro de 2015

Romeu, Julieta e a adopção

Um excelente homem nunca poderá ser mãe, nem nenhuma óptima mulher poderá ser pai


O país está em polvorosa por causa da adopção de crianças por pessoas em uniões ditas homossexuais. Questiona-se também a legitimidade da adopção por duas pessoas do mesmo sexo. Afinal que pais dar às crianças do nosso país?

Uma mulher e um homem sem abrigo, ou octogenários, podem ser bons pais? Talvez. Um casal de detidos, analfabetos ou alcoólicos é capaz de proporcionar um bom acompanhamento a um menor? Possivelmente. Mas, em qualquer destes casos, ou análogos, é evidente que essa circunstância dificulta o exercício das funções parentais, muito embora as não exclua absolutamente.

Duas pessoas do mesmo sexo também podem, eventualmente, desempenhar algumas competências paternas ou maternas, mas não ambas, como é óbvio, porque um excelente homem nunca poderá ser mãe, nem nenhuma óptima mulher logrará ser pai. Como a união de duas pessoas do mesmo sexo não é natural, ao contrário da existente entre um homem e uma mulher, não é apta para uma saudável educação de um menor. Por isso, havendo casais dispostos a adoptar, garantindo ao menor um pai e uma mãe adoptivos, a lei não deve optar por uniões de pessoas do mesmo sexo, que apenas podem proporcionar à criança um pai, ou uma mãe, em duplicado. 

Há quem afirme que duas pessoas do mesmo sexo podem ser bons pais. Mas a questão é saber se podem ser tão eficazes como um casal natural, em que as funções paternas e maternas são, efectivamente, asseguradas por um homem e uma mulher. Num estudo de 2012, do New Family Structures Study, coordenado pelo Prof. Regnerus, da Universidade do Texas, concluiu-se, a partir de uma significativa amostra de 2988 casos, que os menores criados por famílias naturais são mais saudáveis do que os que o foram por duas pessoas do mesmo sexo. 

De facto, um fulano de bigodes, se não houver nenhuma dama, pode fazer de Julieta; como uma escultural senhora, não havendo um macho, poderá representar Romeu; mas o que é natural, lógico e razoável é que os papéis dessas personagens sejam desempenhados, respectivamente, por uma actriz e por um actor. Pois bem, na família há também um papel feminino, o de mãe, que só uma mulher pode desempenhar, como há um masculino, o de pai, que só um homem consegue exercer. 

A missão da lei não é dar crianças a quem as queira, por mais louváveis que sejam os candidatos a pais adoptivos, mas proporcionar a melhor solução possível às crianças órfãs de pai, de mãe ou de ambos. Por isso, em princípio, não se concedem menores, em adopção, aos sem-abrigo, nem aos octogenários, nem aos reclusos, nem aos analfabetos, nem aos alcoólicos, mesmo que entre estes haja também excelentes mães e pais, mais por via de excepção do que por regra. 

A regra - e é a lei que está agora em causa no nosso país - deve ser sempre a do superior interesse da criança, o qual requer, por uma razão ética mas também científica, não quaisquer adoptantes, mas os melhores entre os possíveis. Não há famílias perfeitas, mas há umas que são objectivamente mais idóneas do que outras e por isso a lei não deve privilegiar uma hipótese menos boa, quando pode e deve proporcionar uma melhor solução para o menor desvalido. 

É de exigir, portanto, que a família que acolhe a criança esteja constituída pela união estável de uma mulher e de um homem, ou seja, uma mãe e um pai, respectivamente. A inexistência ou a incapacidade dos progenitores requer a sua substituição, não por uma qualquer união, mas por um outro pai e uma outra mãe. É com efeito o que o órfão mais deseja e necessita, para o seu são desenvolvimento. E a que tem, quer se queira quer não, um inegável direito. 

Pe. Gonçalo Portocarrero in ionline


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sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Quem vive apegado ao mundo não pensa na sua salvação eterna

"As pessoas apegadas ao mundo, mergulhadas nos seus afazeres, vivem na obscuridade e no erro; nem pensam em conhecer as coisas de Deus, nem pensam na sua salvação eterna." 

S. Pio de Pietrelcina (Padre Pio)


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quinta-feira, 19 de novembro de 2015

As crianças não precisam da adopção por pares homossexuais



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Há certas decorações da casa que podem ser idolatria?


De acordo com S. Paulo, estes são espíritos malignos.

Mantenham-nos longe de vossa casa, filhos, famílias e jardim.

Antigamente as pessoas punham uma estátua de S. Francisco no seu jardim das traseiras. Ou uma estátua de Nossa Senhora no jardim à frente de casa. Hoje os tempos mudaram. Já não se vêem essas estátuas em lado nenhum.

Sanat Kumara, Pan, Venus, Shiva, Buddha e outra divindades pagãs. Falsos ídolos. À venda por toda a parte. O próprio nome Buddha significa literalmente "portador da luz" - o mesmo significado do nome Lucifer.

O Apóstolo Paulo, que lidava com o mesmo tipo de lixo no seu tempo, apontou a natureza demoníaca destes ídolos - um aviso ao qual os adeptos de New Age e os Cristãos simpatizantes com o Movimento New Age deviam prestar atenção:
"Por isso, meus caros, fugi da idolatria. (...) Que vos hei-de dizer, pois? Que a carne imolada aos ídolos tem algum valor, ou que o próprio ídolo é alguma coisa? Não! Mas aquilo que os pagãos sacrificam, sacrificam-no aos demónios e não a Deus. E eu não quero que estejais em comunhão com os demónios. Não podeis beber o cálice do Senhor e o cálice dos demónios; não podeis participar da mesa do Senhor e da mesa dos demónios." 
1 Cor 10, 14-21

in orbiscatholicussecundus.blogspot.com


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quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Porta Santa da Basílica de S. Pedro foi reconhecida

Realizou-se a cerimónia de Reconhecimento da Porta Santa da Basílica de São Pedro, afirma um comunicado da Sala de Imprensa da Santa Sé.

Após uma oração feita pelo arcipreste da Basílica vaticana, Cardeal Angelo Comastri, que conduziu a procissão do Cabido da Basílica, e a monição de um membro do cerimonial. Funcionários da Fábrica de São Pedro perfuraram com uma picareta a parede que vedava a Porta Santa dentro da Basílica, extraindo a caixa metálica nela colocada desde o momento da conclusão do Grande Jubileu do Ano 2000. O objecto continha os “documentos” do último Ano Santo, a chave que permitirá abrir a Porta Santa, as manilhas, além do pergaminho notarial, tijolos e medalhas comemorativas.

Após ter rezado no altar da confissão – lê-se na nota –, a procissão chegou à Sala capitular, onde a caixa metálica extraída da porta foi aberta com um maçarico.

Além do Mestre das cerimónias litúrgicas do Santo Padre, Mons. Guido Marini, que recebeu “os documentos e os objectos do Reconhecimento", estava presente o presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização, Dom Rino Fisichella, conclui a nota.

in news.va



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terça-feira, 17 de novembro de 2015

Um leigo pode abrir e fechar o Sacrário?

O ministro ordenado (o Padre), que é ministro ordinário da comunhão, é a única pessoa que normalmente pode e deve abrir o Sacrário para verificar as hóstias sagradas, para trazer ou levar a reserva, fazer a exposição do Santíssimo etc...

No final do rito da comunhão, durante a Missa, “as hóstias consagradas que tenham sobrado sejam consumidas pelo sacerdote no altar ou sejam levadas ao lugar destinado para a conservação da Eucaristia” (Redemptionis Sacramentum, 107).

Portanto, os acólitos instituídos e/ou chamados ministros extraordinários da comunhão não podem ter acesso ao Sacrário, menos ainda na presença do sacerdote e em plena Missa.

Se isso acontece, é um abuso que infelizmente é consentido por alguns sacerdotes. “O acólito é instituído para o serviço do altar e para ajudar o sacerdote e o diácono. Compete-lhe, como função principal, preparar o altar e os vasos sagrados e, se for necessário, distribuir aos fiéis a Eucaristia, de que é ministro extraordinário” (Instrução Geral do Missal Romano, 98).

Então, que fique claro: normalmente, os acólitos e/ou ministros extraordinários da comunhão ajudam a distribuir a Eucaristia em casos excepcionais; mas não podem, quando há um Padre presente, abrir ou fechar o Sacrário, nem ir buscar ou deixar as hóstias no final da comunhão.

“Sem dúvida, aonde a necessidade da Igreja assim o aconselhe, faltando os ministros sagrados, podem os fiéis leigos suprir algumas tarefas litúrgicas, conforme às normas do direito” (Redemptionis Sacramentum, 147).

Portanto, somente em casos muito extraordinário e extremamente necessários, um acólito (que é um ministro extraordinário da comunhão) pode ter acesso ao Sacrário – por exemplo, quando um padre idoso já não consegue caminhar e não há outros padres, ou também em terra de missão, quando não há nenhum Padre numa comunidade e é preciso levar a comunhão a um doente, fazer a exposição do Santíssimo (mas com a píxide e sem dar a bênção) etc.

“O ministro da exposição do Santíssimo Sacramento e da bênção eucarística é o sacerdote ou o diácono; em circunstâncias especiais, exclusivamente para a exposição e a reposição, mas sem a bênção, é o acólito, o ministro extraordinário da Sagrada Comunhão, ou outrem designado pelo Ordinário do lugar, observadas as prescrições do Bispo diocesano” (Código de Direito Canónico - 943). Isso implica que, nestas circunstâncias especiais, uma pessoa que não é ministro ordenado pode abrir e fechar o Sacrário.

De qualquer maneira, é preciso estar muito atentos, pois há muitas situações nas quais pode haver abuso e que se justificam por supostas “necessidades pastorais”. É importante vigiar, pois é preciso redobrar o respeito e a solenidade na liturgia.

“Onde as necessidades da Igreja o aconselharem, por falta de ministros, os leigos, mesmo que não sejam leitores ou acólitos, podem exercer alguns ofícios, como o de ministério da palavra, presidir às orações litúrgicas, conferir o baptismo e distribuir a Sagrada Comunhão, segundo as prescrições do direito” (Código de Direito Canónico - 230, 3).

É claro que estes ministros extraordinários ou leigos devem cumprir com certos requisitos, começando pelo facto de terem sido nomeados pelo Ordinário do local.

in Aleteia


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D. Athanasius Schneider em Portugal: 21 e 22 de Novembro




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segunda-feira, 16 de novembro de 2015

O aborto explicado para não crentes

Uma das grandes dificuldades quando se discutem temas fracturantes (e, na verdade, qualquer tema) com pessoas de opinião diferente da nossa está em estabelecer, à partida, os pontos em que estamos de acordo, e tentar construir uma argumentação lógica partindo daí. Esta questão é essencial para uma conversa produtiva que nos faça crescer espiritual e intelectualmente.

No tema do aborto, em particular, temos de ter a noção que, quando falamos com pessoas a favor do mesmo, estas não são, na maioria das vezes, mal intencionadas... acreditam mesmo que estão a defender a posição mais justa... encontram-se profundamente enganadas... mas não por malícia.
Assim, devemos evitar sobresaltos e ter sempre grande amabilidade, honestidade e humildade quando falamos com os outros.

Queria assim começar a abordar o tema partindo de permissas que penso serem globalmente aceites, tentando ser o mais claro possível.

Penso que todos concordamos que é moralmente errado matar seres humanos inocentes... não só é errado como é absolutamente reprovável... e isto acho que é mais ou menos universal...

A conclusão lógica que se tira daí é que, se o bebé que está no interior da mulher for um ser humano, então o aborto é, logicamente, reprovável.

A grande questão que se coloca aqui será, por isso, a partir de que ponto é que se pode considerar que se trata de um humano?

Para responder a isto temos primeiro que definir este conceito. À partida pode parecer difícil, mas vi há uns dias uma definição que penso ser a mais clara já encontrei.

Um ser humano é um ser vivo da espécie Homo Sapiens.

Pode parecer uma afirmação evidente, uma verdade de La Palisse, tão óbvia que dificilmente alguém a nega, mas tem um sentido bastante profundo... o sentido que basta um ser estar vivo e ser da espécie Homo Sapiens para ter dignidade como qualquer outro Humano.

Vamos, por isso, investigar algumas pistas sobre o que é um ser vivo.
Actualmente ainda há alguma dificuldade em definir exactamente o que é um ser vivo... há, contudo, algumas certezas.

Sabemos, por exemplo, que basta uma célula para se ser considerado um ser vivo, mas temos de fazer uma distinção importante.

Existem organismos unicelulares, que apenas têm uma célula, e, neste caso, essa célula é a totalidade do ser vivo, e organismos pluricelulares, que contêm várias células, mesmo milhões, caso em que uma célula é apenas uma parte, e o ser vivo corresponde ao conjunto de todas as suas células activas.

Com esta distinção é óbvio que, quando eu mato uma bactéria (unicelular) estou a destruir a totalidade deste organismo, mas quando um organismo pluricelular (como um humano) toma banho, eliminando células mortas da superfície da pele, ou mesmo, por questões de saúde, tira, por exemplo, o apêndice, está, regra geral, a destruir apenas parte das suas células, não pondo em risco a sua existência enquanto ser vivo. Obviamente, se eu destruir a maior parte das células de um ser pluricelular, ou impossibilitar que este realize as suas actividades vitais, estou a colocar em sério risco a vida deste ser, podendo mesmo levar à sua destruição.

Como o ser com que estamos a lidar tem, desde a sua concepção pelo menos uma célula, é um ser vivo.

Outra questão que podemos levantar é como destinguir os seres vivos entre si?

Na maior parte dos casos é óbvio, existe, regra geral, uma separação física evidente entre eles, mas no caso que estamos a considerar essa separação não é tão óbvia, pelo menos nas fases iniciais da gravidez. Temos então que recorrer a métodos mais sofisticados.

Graças ao desenvolvimento no campo da Biologia, sabemos hoje que uma característica identificativa essencial de cada ser vivo é o seu ADN. O ADN é, no fundo, uma cadeia de nucleótidos que existe no núcleo das células e que tem as instruções biológicas para o desenvolvimento e funcionamento do ser a vivo a que pertence.

Outra característica do ADN é a sua capacidade de fazer cópias exactas de si mesmo, de forma que todas as células de um organismo têm o mesmo ADN nos núcleos.

Ora, esta é uma característica identificativa do ser vivo. À excepção dos gémeos verdadeiros, só existe uma pessoa com um determinado código genético, sendo possível identificar diferentes indivíduos através deste (à semelhança das impressões digitais, mas mais sofisticado).

Quando se dá a fecundação, ou seja, a concepção, uma parte do ADN, que vem do pai, combina-se com outra parte, que vem da mãe, e forma-se um novo código, distinto dos que lhe deram origem. Este código genético é o que identifica o novo indivíduo, mostrando assim que ele é um ser distinto dos seus progenitores, obviamente dependente da sua mãe, mas ainda assim distinto.

Concordamos então que, desde a concepção, temos um ser vivo distinto dos seus progenitores, mas será humano?

Se à primeira vista não é tão óbvio que a espécie a que este ser pertence é Homo Sapiens, espreitar o ADN pode dar-nos a resposta.

Embora o genoma de cada indivíduo seja diferente, existe sempre uma parte que é comum a todos os indivíduos da mesma espécie. É, actualmente, uma das formas mais sofisticadas de conhecer e identificar uma espécie, a análise do ADN. Este está presente em todas as células do ser, e mantém-se o mesmo desde a sua concepção.

Assim, logo no primeiro momento de vida, temos o material que permite dizer com certeza que o óvulo fecundado pertence à espécie Homo Sapiens. E mais, nesse momento o ser vivo tem apenas uma célula, mas esta rapidamente se multiplica e, embora na fase inicial ainda não sejam perceptíveis as outras características identificativas do ser humano, elas estão todas lá codificadas no genoma. Temos um ser pluricelular cujo ADN permite claramente dizer que é da espécie Homo Sapiens.

Concluindo então, se está vivo, é distinto da mãe e é da espécie Homo Sapiens, o pequeno ser é humano desde a sua concepção e, obviamente, está ainda inocente de toda e qualquer culpa que lhe possam querer atribuir.
O aborto está então a tirar a vida a um ser humano inocente e é, como tal, algo absolutamente reprovável.


Gostaria apenas de terminar fazendo notar que o que aqui escrevi poderia perfeitamente ter sido escrito por um ateu, não faz qualquer referência à Fé ou a Deus, estes dão-nos ainda mais argumentos, mas mostrei aqui que é possível, e até bastante razoável, que um não crente defenda a vida humana desde a concepção.

Gonçalo Andrade,
finalista do Mestrado de Física no Instituto Superior Técnico


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O santo de todos os dias

O santo de todos os dias, ao acautelar-se em relação a esta tendência, recebe novos estímulos para encontrar Deus ainda com mais força, nos seus afazeres diários. Não O procura apenas nos livros ascéticos, mas principalmente na vida prática. Neste sentido, compreende a relação harmoniosa que deve manter com o trabalho. 

Por isso, o seu amor ao trabalho terá as mesmas qualidades que o seu amor a Deus: será magnânimo, permanente e afectivo. O santo de todos os dias entrega-se ao trabalho com todo o seu coração. Foi Deus quem lhe confiou esse trabalho e quer atraí-lo a Si por meio dele. Por isso não o realiza simplesmente segundo o seu próprio gosto ou capricho, nem o abandona ou executa mal. Na medida em que o trabalho está subordinado à santa vontade de Deus, reclama em alto grau toda a sua atenção e toda a sua energia. 

Por isso deve executá-lo interior e exteriormente da forma mais perfeita possível, quer dizer, deve realizá-lo com amor fervoroso por Deus e fazê-lo com Deus, de modo que resulte em louvor e glória do Pai Celestial. O santo de todos os dias questiona-se a si mesmo frequentemente: “Como gostaria Deus que eu fizesse este trabalho?Tal como o Senhor, também ele gostaria de fazer sempre o que é do agrado do Pai. Por isso, também conquista em todo o lado a confiança e o apreço dos outros.

Pe. Kentenich in Santidade da vida diária


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domingo, 15 de novembro de 2015

São Tomás de Aquino sobre Maomé e o Islão

 
A maravilhosa conversão do mundo à Fé cristã é um certíssimo indício dos sinais havidos no passado, que não precisaram ser reiterados no futuro, visto que os seus efeitos são evidentes.

Seria realmente o maior dos sinais miraculosos se o mundo tivesse sido induzido, sem aqueles maravilhosos sinais, por homens rudes e vulgares, a crer em verdades tão elevadas, a realizar coisas tão difíceis e a desprezar bens tão valiosos.

Mas ainda, nos nossos dias, Deus, por meio dos Seus santos, não cessa de operar milagres para confirmação da Fé.

No entanto, os iniciadores de seitas erróneas seguiram um caminho oposto, como se tornou patente em Maomé, fundador do Islão.

a) Ele (Maomé) seduziu os povos com promessas referentes aos desejos carnais, excitados que são pela concupiscência.

b) Formulou também preceitos conformes àquelas promessas, relaxando, desse modo, as rédeas que seguram os desejos da carne.

c) Além disso, não apresentou testemunhos da verdade, senão aqueles que facilmente podem ser conhecidos pela razão natural de qualquer medíocre ilustrado. Além disso, introduziu, em verdades que tinha ensinado, fábulas e doutrinas falsas.

d) Também não apresentou sinais sobrenaturais. Ora, só mediante estes há conveniente testemunho da inspiração divina, enquanto uma acção visível, que não pode ser senão divina, mostra que o mestre da verdade está inspirado de modo invisível.

Mas Maomé manifestou ter sido enviado pelo poder das armas, que também são sinais dos ladrões e dos tiranos.

e) Ademais, desde o início, homens sábios, versados em coisas divinas e humanas, não acreditaram nele.

Nele, porém, acreditaram homens que, animalizados no deserto, eram totalmente ignorantes da doutrina divina. No entanto, foi a multidão de tais homens que obrigou os outros a obedecerem, pela violência das armas, a uma lei.

f) Finalmente, nenhum dos oráculos dos profetas que o antecederam dele deu testemunho, visto que ele deturpou com fabulosas narrativas quase todos os factos do Antigo e do Novo Testamento.

Tudo isso pode ser verificado ao estudar-se a sua lei. Já também por isso, e sagazmente pensado, não deixou que os seus seguidores lessem os livros do Antigo Testamento, para que não o acusassem de impostura.

g) Fica assim comprovado que os que lhe dão fé crêem levianamente.

in Suma contra os Gentios - Livro I, Capítulo VI


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Horóscopo não, Jesus sim

"Quando tiveres vontade de ler o horóscopo, lembra-te de Jesus, que está sempre contigo. É melhor. Faz-te melhor."

Papa Francisco - Angelus (15.XI.2015)


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